Título: Para Continuar
Autor: Felipe Colbert
Editora: Editora Novo Conceito, selo Novas Páginas
Páginas: 224
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Envolver-se com a jovem Ayako é a oportunidade perfeita para Leonardo César esquecer a sua vida tediosa e perigosamente limitada, tudo por culpa do seu coração defeituoso.
Enquanto isso, com a ajuda de seu avô, Ayako tem a difícil missão de manter inacessível um porão de dimensões que vão além da loja de luminárias que ela gerencia, repleto de milhares de lanternas orientais, cujo mistério envolve os habitantes do bairro da Liberdade.
A partir dos crescentes encontros entre Leonardo e Ayako, uma nova lanterna surgirá para os dois. Eles terão que protegê-la com afinco, ou tudo que construíram juntos poderá desaparecer a qualquer momento.
O que ninguém conseguiria prever é que Ho, um jovem chinês também apaixonado por Ayako, colocaria em risco o futuro desse objeto. E com ele, o sentimento mais importante que dois seres humanos já experimentaram.
Primeiro livro do Felipe que li, Para Continuar trás a história de Leonardo, um jovem que sofre de uma doença no coração e por conta disso tem uma vida bastante limitada e pais superprotetores.
Um dia, voltando da faculdade, no metro ele vê uma garota japonesa, que imediatamente o cativa de alguma forma, mas ele não faz mais que perguntar qual música ela está ouvindo e ela não faz mais que colocar o fone no ouvido dele.
A garota desce na estação da Liberdade, e depois desse dia, Leonardo começa a pegar o mesmo metrô com mais frequência, na esperança de encontrá-la novamente. Até que encontra e não pensa duas vezes antes de segui-la.
A garota é Ayako, e vive com seu avô "nos fundos" da loja de luminárias da família.
Ayako e seu avô escondem um segredo, até mesmo de Ho (garoto chinês tutelado pelo avô de Ayako), no porão da loja, existe um lugar mágico, onde existem milhares de lanternas japonesas, que se acendem quando nasce um amor, e logo a de Leo e Ayako também se acenderá.
Mas as coisas mão são tão fáceis como parecem e nem como eles gostariam, pois o coração de Leonardo pode falhar a qualquer momento, e Ho, que sofre de distúrbios mentais (me perdoem se não for o termo correto, não é especificado no livro o que ele tem) , também representa um perigo ao casal, sobretudo quando se envolve com pessoas perigosas.
Leo e Ayako terão que lutar para manter a lanterna acesa apesar das dificuldades que surgem em seu caminho.
Achei sensacional a proposta do autor em ter as lanternas representando o amor, nunca tinha lido nada semelhante, só senti que o tema poderia ter sido mais explorado do que de fato foi.
O romance entre Leo e Ayako no geral é bem tranquilo e bonitinho apesar da forma estranha que começou, com ele seguindo-a, mas afinal, de que outra forma ele iria conseguir falar com ela?
Ele é um bom garoto, tem seus momentos ruins por causa da doença e um talento incrível para desenhar.
Ayako é uma garota doce e dedicada à seus afazeres na loja, ao seu avô e também Ho, que ela sabe que é apaixonado por ela, mas o que sente por ele é a mesma coisa que sentiria por um irmão.
O avô de Ayako é muito sábio e orienta a neta em tudo o que ela precisa.
Leo tem um melhor amigo chamado Penken, que o ajuda com suas maluquices.
No geral gostei bastante do livro, que é narrado parte em primeira pessoa pelo Leonardo e parte em terceira sob o ponto de vista dos demais personagens e temos uma visão bem ampla de tudo o que está acontecendo.
A narrativa é bem fluída e como o livro é curtinho li super rápido.
Como disse, só senti falta de um aprofundamento maior em relação às lanternas e o romance também, não atrapalhou a leitura é claro, e nem me fez gostar menos da história, mas acho que causaria mais impacto.
O final do livro foi bem bonito, esperava por qualquer coisa, menos pelo que ocorreu de fato.
“Você está vendo algo mágico, mas a magia não se limita a atos extraordinários. Ela está no nosso dia a dia. Se você for observadora, vai reconhecê-la.”