Resenha: Quando Eu Parti, Gayle Forman

06 março 2017



Título: Quando Eu Parti
Título Original: Leave Me
Autora: Gayle Forman
Editora: Editora Record
Páginas: 308
Compre: Amazon | Saraiva
Quando um coração falha, não é apenas o corpo que trai. Mas sonhos desfeitos, amores não vividos, destinos cruzados. Maribeth Klein tem a própria cota de problemas: do marido omisso até a chefe e ”ex-amiga” Elizabeth, passando pelos gêmeos superativos. Ela está sempre tão ocupada que mal percebe um ataque cardíaco.
Depois de uma complicação inesperada no procedimento cirúrgico, Maribeth começa a questionar os rumos que sua vida tomou e faz o impensável: vai embora de casa.

Longe das exigências do marido, filhos e carreira, e com a ajuda de novos amigos, ela finalmente é capaz de enfrentar o passado e os segredos que guarda até de si mesma.
Maribeth tem 44 anos, é casada, trabalha em uma revista que toma a maior parte de seu tempo e o restante é dividido entre os filhos gêmeos e as tarefas diárias como cuidar da casa, ir ao supermercado, entre outras coisas.

Um dia durante uma consulta de rotina ela é enviada ao pronto-socorro, pois conta para a médica que vêm sentindo algumas coisas estranhas.
Na emergência, ela descobre que teve um infarto progressivo, e durante um procedimento ocorro uma complicação e ela passa por uma cirurgia.

Jason, seu marido passava mais tempo no trabalho que em casa e sobrava pra ela absolutamente tudo, promete o que for necessário para que Maribeth se recupere tranquilamente, porém quando ela sai do hospital não é isso o que acontece.

Se recuperando de uma cirurgia, com dois filhos super agitados, um marido que mal cumpre seu papel, entre outras coisas que vão surgindo, outras preocupações, ela toma uma decisão radical. Foge de casa.


Ela vai para Pittsburgh sem deixar rastros e sem telefone, apenas com uma quantia em dinheiro.

Com uma tranquilidade que a muito tempo ela não tinha, consegue reavaliar sua vida, seu casamento, sua amizade com Elizabeth (que também é sua chefe), redescobre pequenos prazeres como uma boa leitura.
-Estou tentando, Maribeth. Mas manter você na bolha, a casa em ordem e dar conta do trabalho não é uma proeza fácil.
Esse quote acima é o uma fala do marido.
A história é ficção, mas poderia muito bem ser real.
O que mais vemos são mulheres dando conta de tanta coisa, algumas solteiras, outras tem um marido como o Jason. Quantas delas já não sentiu vontade de fazer a mesma coisa que Maribeth?

Ela fez isso apesar de amar os filhos, e foi a melhor coisa para ela naquele momento, e nesse isolamento fez novos amigos, e descobre muitas coisas sobre seu passado, que até então não sabia quase nada.


O livro é narrado em terceira pessoa e gostei bastante dele, pois apesar de ter situações inusitadas elas também são verossímeis, e mesmo não sendo nem casada e nem tendo filhos consegui ter total empatia pela Maribeth.

 A história é bem diferente do que li da Gayle até agora, por trazer personagens maduros como protagonistas e não decepcionou.







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15 comentários

  1. Eu não sei bem se gostaria desse livro, o que ela fez não entra na minha cabeça mas sei lá, talvez lendo o livro eu mude de ideia.

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  2. Interessante a premissa do livro, e imagino que com a sobrecarga que algumas mulheres vivem essa é uma atitude compreensível. Até porque deixar os filhos com o pai não é abandonar e as vezes a pessoa necessita de um tempo pra pensar, principalmente se está presa num relacionamento abusivo.
    Eu já li outra obra da autora e gostei muito, quero ler esse tbm.
    Beijoos

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  3. às vezes, é necessário fugir para encontrar o equilíbrio, respirara e decidi com calma a melhor maneira de agir.

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  4. Olá, acho a premissa desse livro muito interessante, é uma leitura que tenho vontade de fazer. Quantas mulheres não são sobrecarregadas como a personagem do livor, né?!

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  5. O nome Gayle não me é desconhecido, mas não me recordo de ler um livro dela...
    Achei interessante a história, apesar dela não ter me prendido tanto assim.
    Abraços

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  6. Como você disse : essa história poderia ser real, e na verdade ela é bem real na vida de muitas mulheres! Acredito que a autora quis mostrar exatamente isso: a fuga do sufoco que muitas vivem dentro dos seus próprios lares. Quem nunca ouviu a mãe dizendo "Eu queria ir para bem longe!" (Claro que num momento de raiva), isso por estar cansada de tanto fazer e não ter a gratidão, o reconhecimento do seu trabalho. E pior, são os maridos que assim como Jason não as ajudam e as tratam como empregadas mesmo (pega isso, põe isso ali em cima, vai mandar teu filho tomar banho...) e acham que essa é a maneira certa de ter um casado (graças às regras patriarcais). O enredo do livro é incrível, o grito de socorro de muitas mulheres. Amei a resenha! Beijos do Wes ^^
    PS: Estou louco pra ler algo da Gayle! :3

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  7. Olá!
    Adoro a Gayle, minha última leitura dela foi O que há de estranho em mim, e gosto muito como leva a trama, sempre abordando temas que dá pra gente divagar bastante, o que me pareceu dessa história é que ela quis trazer bastante sobre o que acontece em muitos lares né. Certa vez li um texto de um cara falando sobre o fato de homens tratarem suas casas como hotéis e suas mulheres como empregadas ao invés de parceiras.
    Esse ainda não tive oportunidade de ler, mas já está na lista de novas aquisições e certamente vou gostar!
    Adorei a resenha!

    Beijos!

    Camila de Moraes.

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  8. Eu nunca li nada do autor, mas confesso que tenho algumas obras dele anotadas na minha wish list. E sinceramente, gostei desse livro, retrata algo comum e que infelizmente, tem acontecido bastante. Aliás, fiquei bem curiosa com o final dele, afinal, o que ela fez depois de ter fugido?

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  9. Gosto de histórias que contenham essa originalidade! Até eu me simpatizei com a protagonista só em ler sua resenha. Me pareceu uma história incrível e marcante. Gostei muito! Quero ler!

    Eliziane Dias

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  10. Li um livro da autora e amei demais, quero muito ler esse e tem um tempo já, mas falta tempo e money kkk.

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  11. Olá, tudo bem?
    Já li outros livros da Gayle e realmente curti a leitura. Esse não me chamou muito a atenção. Não pela idade madura dos personagens, mas pelo enredo da história.
    Enfim, quem sabe não leia mais pra frente não é?
    Beijos

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  12. É incrível como nós mulheres conseguimos nos virar como um verdadeiro polvo, enquanto os homens não dão conta nem dá metade disso. Eu no lugar dela também fugiria, ou mandaria o marido para bem longe. Um livro que com certeza levará a várias reflexões.
    Bjs

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  13. Olá,

    Na primeira vez que li uma resenha sobre esse livro, não me interessei pela história, achei a protagonista muito egoísta e só desejei ler porque é um livro da Gayle Forman, e sou bem fã dessa autora. Porém, depois que vi uma reportagem onde uma mulher roubou uma loja só para passar algum tempo longe dessa rotina louca que é ser mãe, esposa, empregada de alguém e afins. E aí fiquei me perguntando o que levaria alguém a atos tão impensáveis. Sendo assim, estou bem curiosa em relação a esse livro e espero lê-lo em breve.

    Beijos,
    entreoculoselivros.blogspot.com.br

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  14. Olá !!! Estou super curiosa para ler esse livro. Gostei bastante da sua resenha. Espero ter a oportunidade em breve. Já anotada a indicação, bjoooo

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  15. Olá, tudo bem? Nunca li nada da Gayle mas sempre tive vontade. Gosto bastante dos temas tratados por ela, e Eu Parti é um dos que mais tenho interesse. Bom saber que esse trabalha personagens maduros. Ficarei de olho <3
    Beijos,
    diariasleituras.blogspot.com

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