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Especial O que Resta de Mim #4

3/04/2017



Olá pessoal!

Hoje tem uma entrevista feita por algumas blogueiras parceiras da Thays! 
Bora conferir?


Patricia Christmann: Quais as suas expectativas em relação ao O que Resta de Mim?
Espero passar uma boa mensagem para os leitores. Através da história da Gabriela.

Renata Homrich: Como foi o processo de criação da história?
Bem louco para falar a verdade. Eu não tenho muito tempo para fazer nada, eu estudo de manhã, faço estágio à tarde e só chego em casa de noite, mas ainda tenho que cuidar do blog e colocar as leituras em dia. Então eu escrevia no bloco de notas do celular ou em cadernos.

Suelen Fernandes: Ser uma BookTuber te influenciou na escrita do livro?Sim e não. De certa forma ser BookTuber me deu coragem para dividir meu livro com outras pessoas, que eram leitores do blog e que hoje se tornaram minhas betas. O livro e o canal têm a mesma idade.

Sara Kerolen: Além do romance você pretende se aventurar em algum outro gênero?Por enquanto não. Mesmo que eu venha me aventurar em algum outro gênero, terá romance e drama. É o meu gênero favorito.
Beatriz Guimarães: O que te influenciou a escrever sobre esse tema?Reportagens e matérias. Cada vez que eu via reportagens com depoimentos de pessoas que sofreram esses traumas, eu chorava junto. É tão triste e tão real.
Sara Kerolen: O que os leitores podem esperar da história?Superação. Uma das coisas que eu mais amo em um livro, é ver o crescimento de um personagem. A Gabriela é como uma lagarta que em breve virará uma borboleta.

Mariana Ornelas: Como surgiu a ideia de escrever O que resta de mim? Teve alguma coisa que te inspirou a escrevê-lo?Eu não me lembro qual tenha sido a reportagem. Mas eu vi a história de uma criança que foi abusada pelo seu próprio pai, naquela noite eu dormi chorando. E Gabriela foi nascendo na minha cabeça me contando toda sua história.

Especial Meu Erro, Cinthia Freire #Dia6

9/17/2016




Oi pessoal.
Infelizmente nosso especial está chegando ao fim, mas nem por isso quer dizer que as novidades sobre Meu Erro e as outras histórias maravilhosas da Cinthia quer dizer que acabarão.
Nãoooooo com certeza ainda teremos muitas e muitas outras novidades lindas para vocês aqui, então fiquem ligadinhos.

Mas como não poderia deixar de ser diferente, hoje teremos uma mega entrevista linda com a autora.
Todos os blog's participantes se reuniram e enviaram suas perguntas.
Então confira aqui essa entrevista linda com a Cinthia Freire:


Ana Beatriz Brandão na Verus + Entrevista

4/04/2016



Olá pessoal!

Ontem foi um dia com fortes emoções, pois a Ana Beatriz Brandão, amiga e parceira anunciou  o início de uma nova etapa nessa trajetória linda que é a carreira dela.
Agora a Ana é a nova contratada da Verus Editora, e O Garoto do Cachecol Vermelho (que betei e chorei e quase morri lendo), será publicado por lá na Bienal!!



#Semana Dezesseis - A Estrada da Morte #Dia5

8/07/2015



Olá pessoal!


Quinto dia da #SemanaDezesseis e dia de entrevista com a Simone!


1. Suelen Fernandes (Blog - Era uma vez... o Livro): “Como surgiu a ideia de escrever um livro baseado na música Dezesseis da banda brasileira Legião Urbana?”
Simone: Antes de mais nada, agradeço por estarem me ajudando com a divulgação. Obrigada! Sejam todos bem-vindos à estrada da morte!
Bom, eu sempre fui fã da banda Legião Urbana, e sempre que escuto uma canção deles, penso: — Por que não? Afinal de contas, suas letras são intensas e de fundo poético, narradas como se fosse um filme. Na verdade, tudo aconteceu em uma tarde de terça-feira (não me lembro a data), eu me sentei em frente ao computador e dei play em uma pasta de músicas que levava como título: Rock Nacional. Minutos depois, escutei a canção Dezesseis e senti um desejo enorme em dar vida a João Roberto — o Johnny — e seu Opala metálico azul.

2. Michelle Ladislau (Blog – As Leituras da Mila): Qual foi sua reação ao ver seu trabalho recompensado e finalmente publicar por uma editora?

Simone: Estou muito feliz, pois Dezesseis será publicado por uma casa editorial que eu já tenho dentro do coração há tempos, ou seja, a Tribo das Letras. O meu primeiro livro, “Entre o Céu e o inferno”, foi uma publicação independente por opção, e não me arrependo de forma alguma. Agora, com Dezesseis, foquei na questão de divulgação e, é claro, reconhecimento, pois é nítido que quando se tem uma casa editoral, seu trabalho é levado mais a sério. Eu digo isso por experiência.

3. Fernanda Braga (Blog – Mato Por Livros): Sabemos que muitos leitores só gostam do famoso The Happy End! E suas histórias são cheias de emoção, drama, lutas, lágrimas, mas também muitos sorrisos, e sempre muito amor. Qual a maior dificuldade em escrever histórias com tanta intensidade?

Simone: Eu sou toda coração e intensidade! Não é a toa que os gêneros que mais curto são “drama e romance”. Não vejo dificuldade alguma em escrever algo intenso, me dou bem com isso... Falar do cotidiano e do coração é algo que me dá prazer. Sempre tenho como propósito tocar o âmago do leitor, assim como gosto de ser tocada quando leio algum texto. Emoções, dramas, lutas, reviravoltas, lágrimas, sorrisos e amores fazem parte do jogo da vida. Isso é divino!

4. Gabriela Sumariva (Blog - Morada dos Livros): Como foi viver a história de João Roberto e colocá-la no papel?

Simone: Foi mágico! Lembro-me da época que a canção foi lançada, eu ouvia em “modo repeat”. Por inúmeras vezes pensava como seria legal ter um livro ou um filme desta canção. Aliás, quase tudo da Legião Urbana de fato se tornaria um deleite para os olhos e para o coração. Suas letras carregam magia! Foi sensacional criar João Roberto em detalhes, eu vivi tudo, como se eu mesma fosse o próprio Johnny. A letra da canção está no enredo, de forma que toque o coração do leitor, especialmente se o leitor for fã da banda e curtir a música.

5. Angélica Lima (Blog – A Libri): Como foi o processo criativo e quanto tempo você demorou para escrever Dezesseis?

Simone: Por incrível que pareça, eu jamais marco datas (nem no início e nem no término de um enredo). O meu foco sempre foi escrever por prazer, sem datas e metas. Não me recordo quando comecei e terminei de escrever “Entre o Céu e o Inferno” e isso também aconteceu com “Dezesseis”. A única coisa que posso dizer é que demorei oito meses para escrever meu primeiro livro, e uns onze meses para escrever o segundo. Isso é só uma referência. Agora, quanto ao processo criativo, eu respiro música... Assim, tudo que escrevo tem um fundo musical, e de uma forma ou de outra, insiro o que escuto no contexto.

6. Natalia Mota (Blog – Imagine Book): Você esteve consciente do que escreveria em Dezesseis, ou algumas ideias vieram com o decorrer da escrita?

Simone: Sempre estive ciente de que colocaria a letra da canção na narrativa ou em diálogos. O enredo carrega grande carga emocional, pois quem conhece a letra da canção, sabe o final. E, para isso, tive que criar algo digno de um filme, condizendo com um coração partido de dezesseis anos. O leitor terá além de romance e disputas, muitas descobertas dilacerantes. E o final... Ahhh, o final! Cesso meus comentários por aqui. rs

7. Renata Pereira (Blog – Uma leitura a mais): A gente vê tantos novos autores a cada dia querendo se firmar no mercado editorial. Todo mundo fala que é muito complicado publicar no Brasil, se auto publicar é mais complicado ainda. Sem editora, com editora... conta um pouco desse processo de “sou escritora, vou ter coragem e seguir em frente.”

Simone: Particularmente sinto prazer em editorar meus próprios textos, ou seja, estar à frente da revisão, capa, diagramação, tirar orçamento com a gráfica, dar “O.k.” para que os exemplares ganhem vida em formato físico. A diferença de estar em uma casa editorial é única e exclusiva: divulgação e reconhecimento. Por fim, muitas vezes o autor independente é visto como incapaz, pelo fato de não publicar por uma editora. Acredito que essa é a maior dificuldade. De qualquer forma, independente ou não, é essencial que tenha comprometimento e profissionalismo em todos os sentidos, seja na criação/construção do enredo e também em sua editoração. De resto, basta seguir em frente.

8. Tania Bueno (Blog – As Faces da Leitura): Agora estou ouvindo Dezesseis, fazer um flashback para os meus dezesseis e pensar nos dezesseis da galera de hoje é muito interessante! Como na canção, Renato Russo dá um conselho: “que isto sirva de aviso pra vocês”, mas a galera sabia que não foi um acidente e sim uma opção em estar na estrada da morte e seguir numa viagem além, por causa de um coração partido. Minha pergunta é: quando você escreveu Dezesseis, se inspirou na música e fez um flashback para os seus dezesseis? E para quem você escreveu esta primorosa obra? Que mensagem pensou ou pensa em transmitir?

Simone: “Dezesseis – A Estrada da Morte” é nada mais que a letra da canção, dentro de um contexto com muito amor, descobertas e reviravoltas. SIM, eu fiz um flashback para os meus dezesseis, porém, não foi tão atrativo como o enredo do livro. Aliás, eu procuro escrever aquilo que já tenho conhecimento de causa, e, principalmente, aquilo que sonho (acordada ou dormindo), desde os primórdios até hoje em dia. O enredo foi escrito para tocar corações, alguns dos trechos estão bem próximos a letra da canção. No entanto, há muitas outras coisas que foram inseridas na trama para dar verossimilhança ao conteúdo. Penso em transmitir verdade e amor nos meus textos, e com Dezesseis não foi diferente. Essa é sempre a mensagem!

Beijos!


#Semana Woodsons #Dia7

2/26/2015



Olá pessoal!

Nossa, como essa semana passou rápido! Já é o sétimo dia da #Semana Woodsons, e nada melhor que uma entrevista com a autora né?

Essa é a Claudia Lemes, que além de autora talentosíssima é uma pessoa incrível e super atenciosa <3
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Sou uma pessoa com um histórico de muitas mudanças de cidades e países, assim como altos e baixos intensos durante a vida, o que me proporcionou o contato com muitos tipos de pessoas e culturas, me dando combustível para explorar a natureza dos relacionamentos humanos como foco principal de qualquer coisa que escrevo. Sou casada há 11 anos, tenho 2 filhos que já se amarram em livros. A literatura entrou na minha vida aos 8 anos, quando minha mãe decidiu que iria me comprar um livro por semana. Eu lia, e ganhava outro. Não era fácil com o salário de professora dela, mas valeu a pena. Hoje estimo que já li mais de mil obras, e minha biblioteca tem cerca de 800 volumes, o maior bem físico que posso deixar para meus filhos. (fonte: Moviemento)

A. Libri: De onde surgiu a ideia de criar essa história? O que te inspirou para escrever o seu primeiro livro ?
Claudia Lemes: Confesso que comecei a escrever como uma brincadeira, um exercício de criatividade. Tinha 19 anos, nenhuma intenção de escrever uma trilogia, muito menos de um dia publicá-la. Na época em que comecei a escrever, nenhum dos elementos da história eram cliché, e um livro de drama familiar com conteúdo sexual descritivo e violência não era tão fácil de encontrar. A trilogia nasceu do puro desejo de contar uma história. Foi só em 2013 que decidi disponibilizar a obra para o público.

A. L.: Como foi escrever a trilogia?
C. L.: Muito divertido. Acho que justamente por não ter nenhum tipo de presunção, de objetivo, consegui colocar todos os tipos de conflitos numa mesma história, abusar do humor negro, ousar nas partes de sexo, me desafiar nas cenas de violência, me aprofundar em tantas personagens. Me diverti demais. Me apeguei a todas as personagens. Ri muito, e chorei também.

A. L.: O livro é baseado em suas experiências ou de alguém que você conhece?
C. L.: Sempre é, um pouco. Não é autobiográfico, mas tem muito de mim lá, da minha própria família, de amigos, de muita coisa que vi e vivi sim. 

A. L.: Como surgiram os títulos?
C. L.: Eu não gosto dos títulos, juro. É que o livro foi feito para ser uma unidade, nunca pensei muito em dividir em volumes, etc. Quando a ideia veio de publicar, organizei tudo de uma maneira mais dinâmica. Os livros da Beth e do Charlie, por exemplo, foram escritos depois da trilogia principal. Encontrei uma forma de juntar tudo, e tentei publicar em dois volumes. Seria Os Woodsons vol 1 e vol 2. Mas o livro físico ficou uma aberração de tão grande. Aí segui para a trilogia, com os subtítulos Dissolução, Veneta e Absolvição. Mas no fundo, acho que deveria ter deixado apenas como 1, 2 e 3. 

A. L.: Se você tivesse que fazer tudo de novo, você mudaria alguma coisa em seu livro mais recente?
C. L.Em relação aos Woodsons sim. Sou muito crítica. Quando leio me repreendo por mil coisas. Teria escrito muitas cenas de outra forma. Mas isso acontece porque a cada livro escrito sinto que amadureço como autora, afirmo meu estilo próprio, fujo cada vez mais de armadilhas etc. Então sim, mudaria algumas coisas na Trilogia. Mas não mudaria nada no meu livro mais recente, Eu Vejo Kate. Não porque o acho perfeito. Mas porque estou satisfeita com ele.

A. L.: Existe alguma coisa que você encontra particularmente desafiadora em sua escrita? Qual foi a parte mais difícil de escrever a trilogia?
C. L.: Eu encontro mil desafios. Um deles é não escrever frases prontas, palavras batidas como “surreal” para descrever algo, ou “move-se como um zumbi” (fiz bastante disso nos Woodsons). O maior desafio ainda é com a língua portuguesa, porque passei grande parte da minha vida no exterior e meu português é falho, como consequência. Para deixar de escrever em inglês e depois ter que traduzir tudo, estou estudando melhor o idioma, aprendendo palavras novas, etc. A parte mais difícil da trilogia, para mim, foi passar a mensagem de que as ações daquelas pessoas não são endossadas por mim. Muita gente acha que o autor pensa/age como o/a protagonista. Teve uma pessoa que se revoltou contra a promiscuidade de uma personagem minha. Eu queria que as pessoas entendessem que Os Woodsons não são “os mocinhos” da minha história. Muito pelo contrário.  Muita gente entendeu isso, outras não. 

A. L.: Quais autores são referência para o seu trabalho?
C. L.: Acho que absorvo tudo que leio, mas tenho uma queda por Stephen King na construção de personagens, do estilo cru e jornalístico de James Ellroy, nos detalhes sensuais da escrita da Anne Rice, nas referências inteligentes de Lionel Shriver, a elegância trágica do Fitzgerald, a força das palavras de Hemingway...são muitas influências. Tento aprender com eles, mas trabalhar meu estilo próprio, minha voz.

A. L.: No que você está trabalhando agora? Pode nos contar qual foi sua inspiração para o próximo livro?
C. L.: Terminei agora um projeto meio top secret com a autora Paula Febbe. Só posso adiantar que envolve a mesma temática de Eu Vejo Kate. Está em fase de edição. Estou me dedicando à revisão dos volumes 2 e 3 da trilogia Woodsons para lançar em livro físico, e comecei um livro novo, um suspense, chamado Buganvílias e o Trickster. 

A. L.: Que livros mais influenciaram a sua vida?
C. L.: Meu amor pela leitura começou aos 7 anos. Os escritores de terror, desde os infantis como Angela Sommer Bodenburg, como os consagrados (King, Rice, Poe, Lovecraft, Dahl) foram muito importantes para mim. Mas meus dois livros preferidos são os ganhadores do Pulitzer “As Cinzas de Angela”, de Frank McCourt, e “O Sol é Para Todos”, de Harper Lee. São aqueles que invejo abertamente.

A. L.: Que livro você está lendo agora?
C. L.: Acabei  “Perfume” ontem, estou no final de Sniper Americano, e espero começar Rose Madder em breve. 

A. L.: Quem é o seu autor favorito e o que é que realmente impressiona sobre o seu trabalho ? 
C. L.: Os que mencionei acima, todos eles, principalmente King, que desenvolve personagens melhor do que qualquer outro. O domínio que ele tem do próprio idioma, a variedade de vocabulário, a forma de criar imagens e metáforas, de humanizar tudo...sou apaixonada por ele. 

A. L.: Você tem algum conselho para os outros escritores ?
C. L.: Eu me incomodo um pouco com preguiça. Ninguém é expert em nada, então o jeito é estudar muito, sempre, com amor por aquilo. Vejo “escritores” que não sabem a diferença entre ficção e não-ficção, romance e conto, por exemplo. Gente que escreve até o título do livro errado. Gente que se propõe a falar de um assunto sem nunca o ter estudado. Acho complicado. Falo com escritores todos os dias, todos bem intencionados, mas com preguiça de pesquisar o assunto do próprio livro. Isso me assusta profundamente. Se pudesse dar um conselho seria esse: estudem! Eu cometo muitos erros, mas nunca paro de correr atrás de informação. Acho que todos tinham que fazer o mesmo. E claro, ler muito, ler de tudo, ler sempre que der, ler mais do que escrever.

A. L.: Você tem alguma coisa específica que você quer dizer a seus leitores?
C. L.: Que sou muito sortuda de ter tanta gente investir tempo, dinheiro, e dedicação ao que faço. Sou uma escritora nova, ainda me firmando no mercado, ainda em negociação com editoras, ainda conhecendo o ofício. Com dois filhos, dois empregos, e tantos projetos, eu não teria conseguido metade do que consegui se não fossem leitores, fãs e blogueiros tão interessados no meu trabalho. Então só queria que eles soubessem que fazem uma diferença enorme na minha vida e carreira. 

 


Vou deixar aqui os links para compra do Dissolução e leitura da trilogia no wattpad e widbook:

Dissolução:

Veneta:

Absolvição:

Por hoje é isso!

Ps.: Claudia, obrigada pela atenção!

Participem do sorteio de aniversário do blog. Clique AQUI e saiba como!

Bjs e até a próxima!








Entrevista: Luiz Amato

10/02/2014



Bom dia pessoal!

Continuando a Semana A Lenda, vamos conferir uma entrevista com o autor Luiz Amato?



A Grande Aventura é uma trilogia e, como todo bom suspense, A Lenda deixou algumas questões em aberto. Podemos esperar que estas perguntas sejam respondidas no volume dois, A Jornada?

LA: Sim, todas as tramas terão suas resoluções mostradas no decorrer da história e claro, como todo bom suspense, muitas delas no livro final o volume 3, que tem um nome bem significativo, A Revelação.

A Lenda mistura aventura, ficção científica, história, suspense, e um toque de mistério. Quais foram as suas inspirações para criar esta história (autores, livros, filmes, jogos)?

LA: Desde pequeno eu sempre gostei desses gêneros. Quando essa história foi concebida, eu lembrei de Flash Gordon, Indiana Jones, Jonny Quest. Viagem ao Centro da Terra, Lost, Dan Brown, George R. R. Martin, um antigo jogo de vídeo game chamado As Chaves de Salomão, entre tantos outros.

Há muitas construções elaboradas em A Lenda, como as sequências numéricas, criptogramas, códigos e afins. Quanto tempo levou para elaborar todos estes detalhes e enquadrá-los na história? Você teve ajuda para isto?

LA: Tudo o que se refere a enigmas, foram feitos no decorrer da história. A minha forma de escrever é contínua. Todos foram enquadrados dentro da história, sequencialmente. Muitas vezes voltei para revisar ou certificar que não poderia ocorrer erros futuros, isso demandou algum tempo a mais, porém nada significativo. Não houve nenhuma ajuda.

Fale um pouco sobre o volume dois, A Jornada, e o que o leitor pode esperar deste livro.

LA: A Jornada é uma leitura um pouco mais light que A Lenda. Fiz questão de privilegiar o lado humano e suas aventuras. Mostrar em profundidade os protagonistas, dando mais vida aos personagens. Envolvê-los em situações inusitadas, como Bruce num bordel na Indochina, ou Arthur e Oliver nas selvas da África Central. A Jornada é o complemento humano e aventureiro de A Lenda. São um caminho para levá-los, sem volta, ao volume 3, A Revelação.

A Lenda é o seu primeiro livro? Conta pra gente sobre suas outras obras.

LA: Sim, A Lenda é minha obra de estreia. Já escrevi também crônicas para jornais. Na segunda semana de setembro, publiquei um livro de contos, de nome Lua Cheia.

Como é sua rotina de escrita? Você tem uma hora certa para escrever? Ou quando a inspiração vem você sai correndo atrás de um papel e escreve?

LA: Não tenho uma rotina, mas escrevo mais à tarde. Ás vezes, durante o processo da escrita, some a inspiração. Nesses períodos, costumo parar o livro, e escrever pequenos contos. Esse desvio proporciona um retorno com mais “fôlego” para o livro.

Há mais algum escritor(a) na sua família? Quem (ou o quê) te influenciou a seguir esta carreira?

LA: Não, por enquanto nenhum mais. Sempre li muito, desde pequeno, começando pelos gibis (Tarzan – Mandrake – Pato Donald – Superman – etc). Daí é um pulo para os livros. Não posso dizer com certeza as razões que me levaram a escrever. Acho que a maioria das pessoas dizem “Um dia vou escrever um livro”. Posso dizer que na época escolar, gostava muito quando tinha que escrever redações.

Quais são seus autores e livros favoritos?

LA: Bem, se eu for enumerar todos aqui, será uma lista muito longa, então vou usar o seguinte critério: Os favoritos da lista de favoritos:

James Clavel – Shõgun (no Brasil Xógum) – Tai-Pan – Casa Nobre
Jack Higgins – A Águia Pousou – A Águia Voo
José Mauro de Vasconcelos – Doidão – Rosinha Minha Canoa
René Barjavel – A Noite dos Tempos
Sven Hassel – Morte nas Estepes – O Batalhão Maldito
James A. Michener – Havai – Baía de Chesapeake – A Saga do Colorado
Jô Soares – O Xangô de Baker Street
Leon Uris – Grito de Guerra
Machado de Assis – Quincas Borba – (também a grande maioria dos contos)

Você decidiu auto-publicar o seu livro, através da Amazon, utilizando uma gráfica americana que imprime o livro por demanda. O que te levou a tomar esta decisão? Você acha que um autor é capaz de fazer sucesso e vender bem os seus livros mesmo sem o auxílio de uma editora?

LA: A facilidade para a publicação. Você apanha um pouco no começo da utilização da ferramenta para auto-publicação no Amazon, mas depois que pega o jeito, é fácil. Também a condição de não ter meus direitos editorias preso. Você pode a qualquer momento retirar seus livros da venda no Amazon, cancelando o vínculo. Quanto a um autor fazer sucesso, sem uma editora junto, acho muito difícil. Vejo 4 pontos básicos para o sucesso de um autor. Tentarei explicá-los sobre o meu ponto de vista:

A1 –  Qualidade do Texto: A história tem que ser interessante. Significativa. Cativar o leitor. Conduzi-lo em uma viagem. Como eu já vi várias vezes escrito; “Trazer o leitor para dentro do livro”. Nesta questão gostaria de colocar um comentário: Algumas (não é generalizado) de nossas editoras e agentes, trabalham num formato que chamo de “pleno comercial”. Deixam a qualidade de uma história em segundo plano, olhando apenas para o apelo comercial da mesma. Algo parecido com o processo que ocorre em algumas gravadoras de CD´s.

A2 – Publicação: Um livro tem que ser bem escrito. A língua pátria tem que ser mostrada de uma forma exuberante. Para isso nada melhor do que um bom revisor e leitura crítica. Uma linda capa, boa editoração, impressão de qualidade, complementam a apresentação (publicação) de um livro.

A3 – Divulgação: Nada se vende, se o público não conhece. Nessa questão agradeço e muito o trabalho feito pelos blogs e grupos de literatura. O apoio por parte deles é fundamental para a divulgação de um livro.

A4 – Distribuição: Essa é a condição mais crítica. Sem distribuição (seu livro físico nas livrarias) todo o esforço acima é reduzido para uma baixa porcentagem de êxito. Por isso é necessário a presença de uma editora, que faça a distribuição do seu livro.
  
Você postava os seus livros no wattpad, capítulo a capítulo, de graça. O que te levou a decidir que era o momento de vendê-los? Mande esta dica para os autores do wattpad que estão na dúvida entre publicar ou não seus livros.

LA: Foi a somatória de alguns fatores: A boa quantidade de pageviews que o livro atingiu no wattpad. Os comentários dos leitores, sempre favoráveis. O aumento do número de seguidores. Um dos capítulos atingir em um dia e meio mais de 1.000 entradas. Esses indicadores do wattpad, mais o trabalho de divulgação da obra/autor, na mídia (face/twitter/etc) com boa aceitação pelo público, foram mandatórios na decisão de publicar, em formato impresso, A Lenda. A partir dele, A Jornada e os demais publicados, foram uma atitude lógica.


Não se esqueçam de ficar de olho no Facebook, curta a página da série clicando AQUI!


E aí? Gostaram de conhecer mais um pouquinho o autor?

Bjs, até a próxima!


#Entrevista com J. A. Marcos

8/03/2014



Hoje vamos conhecer conhecer um pouquinho do autor de Estrelas Cadentes Não Dizem Adeus: J. A. Marcos. Como?
Através de uma entrevista que eu e alguns outros blogueiros fizemos. 
Vamos lá??




Como você descobriu que queria ser autor? E quais são as suas inspirações para escrever? (Ana Carolina, Cupcake de Letras)


Marcos: Eu sempre gostei de escrever, desde sempre. Mas foi lendo que eu senti um desejo de também criar um mundo meu, de criar meus próprios personagens e dar a eles o destino que eu achasse justo. Quando eu li Harry Potter esse desejo aflorou mais ainda. Eu descobri que eu queria fazer aquilo, que eu queria fazer magia, e se não fosse como o protagonista do livro, seria como a autora do mesmo. Usando a caneta pra criar um mundo e a imaginação pra levar todo mundo pra dentro dele.

Como surgiu a ideia para escrever ECNDA e quanto tempo demorou o processo de criação da narrativa? (Adriano, Geração_Leitura.com)

Marcos: Eu estava escrevendo o primeiro livro de uma saga, cheia de anjos, demônios, seres sobrenaturais e coisas do tipo. Mas, do nada, me veio uma vontade tremenda de escrever um romance, e eu tenho um grave problema de ter ideias no meio de projetos e acabar por não concluir os projetos anteriores. Já tinha decidido que essa saga eu iria terminar sem me apegar a nenhum novo projeto. Porém, a ideia ficou martelando na minha cabeça, abri um novo documento e do nada nasceu o primeiro capítulo do livro. A Emily apareceu completamente formada na minha frente, cega, professora, com 23 anos, cabelos encaracolados, linda e feliz. Me apeguei a ela e daí decidi que só voltaria pra saga quando terminasse o romance. Abandonei tudo que estava fazendo e cai de cabeça. Levei cerca de 1 ano pra ter o livro completamente finalizado e pra começar a correr atrás de editoras. Sempre voltava e fazia algumas alterações e correções, mas foi esse o tempo médio do primeiro ao último capítulo.

Você teve apoio dos familiares e amigos enquanto escrevia? (Mirelle, Meu Mundo em Tons Pasteis)

Marcos: Eu escrevi um pouco na surdina. Meus familiares nem sabiam que eu estava escrevendo um livro, nem meus amigos. Apenas quando terminei é que eu vim contar sobre meus planos e sonhos de publicar. Muitos deles só ficaram sabendo do livro quando ele já havia sido aprovado por uma editora, e olhe que isso levou tempo. Mas, tive muitos amigos que estiveram me apoiando desde sempre, em todos os "nãos" das dezenas de editoras. Foram mil sensações em uma, a de estar só, a de ter apoio, a de não ter tanto apoio assim. De tudo um pouco, mas no fim todo mundo curtiu. 

Como encontrou a voz para Emilly em ECNDA? Ela surgiu antes ou depois de desenvolver o arco da história? Qual dos processos foi mais fácil? (Daniela, A Thousand Lifetimes)

Marcos: Essa pergunta é bem interessante, porquê na minha cabeça a Emily já nasceu completamente formada. Eu já tinha o formato do rosto dela, a voz, a forma como ela se comportava. Foi como encontrar uma pessoa de repente, você olha e observa todas as características. Quando eu peguei meu computador e decidi que ia escrever um romance desta maneira ela veio pronta. A única coisa que mudou foi o nome dela, que inicialmente se chamava Clara. Mas, pra não ficar clichê uma cega se chamando Clara, optei por mudar. Além disso eu sentia que faltava alguma coisa, esse ainda não era o nome certo pra ela, e por fim veio a luz, que trouxe o nome da Emily pra mim.

Você conversou com alguém que também fosse cego par compreender melhor as limitações dele? Você fez pesquisa de campo? Leu entrevistas, assistiu depoimentos ou similares? Conte-nos um pouco da sua experiência, qual a contribuição de Emily para a sua vida. (Cila, Cantinho para Leitura

Marcos: A primeira referência que tive foi a professora de história que me ensinou na quinta série. Ela era cega assim como a Emily. Além disso fiz inúmeras pesquisas, tanto com grupos de apoio a deficientes visuais, quanto conversando com algumas pessoas que possuem essa deficiência. Com eles aprendi muita coida e pude enriquecer o livro com coisas que eles passaram. Aprendi muita coisa que eu nem sabia que existia. Esse livro é muiito rico em informação. Do mesmo jeito que eu me surpreendi acredito que vocês também vão se surpreender, porque todos os fatos são coisas que as pessoas com deficiência passam e nós nem nos damos conta.


Nos conte um pouco sobre o que os leitores podem esperar dessa história e como você espera que seja a reação deles. (Daniela, A Thousand Lifetimes

Marcos: Eu espero que o livro traga uma experiência nova pra esses leitores que leem e que buscam sempre aprender algo novo. As experiências da Emily vão mostrar a vida por um outro ponto de vista, literalmente. Por enquanto todas as criticas que vieram foram positivas, mas estou tentando me preparar para tudo, porque sei que não vou agradar a todo mundo. Porém, se uma parte desse público puder sentir o mesmo que eu senti ao escrever eu já ficarei satisfeito. Se a Emily e o Mat tocar um pouco o coração de vocês e fazer com que enxerguem o mundo de uma maneira mais leve, mais bonita, eu acredito que terei feito meu trabalho.

Eu vi que o livro já foi traduzido para o inglês, onde além do Brasil ele será lançado? (Angélica, Entre Livros...)

Marcos: A editora está negociando essa parte de publicação, Como os nossos livros, tanto o português quanto o inglês, também serão lançados em ebook, então já podemos garantir que eles poderão ser encontrados na Amazon facilmente, o que significa que o mundo inteiro terá acesso ao livro, já que a Amazon é uma das, se não a maior, loja de ebooks do mundo. Além disso, para as versões físicas, a Uno está preparando algumas surpresas que em breve ficaremos sabendo.

Qual pensamento te motiva a nunca desistir? (Adriano, Geração_Leitura.com)
  
Marcos: Levei dezenas de “nãos”, mas sempre que pensava em desistir eu lembrava daqueles autores que admiro, como a J.K.Rowling, por exemplo. Se ela, que pra mim é uma das melhores do mundo literário, levou dezenas de nãos, porquê que pra mim seria fácil? Eu sempre lembro disso quando fraquejo. Que as coisas só vem com dificuldade, e que são essas dificuldades que fazem com que o gostinho da vitória seja muito mais saboroso.

Tem algum cantor/músico/banda que te inspira? (Cassy, We Want Dreaming)

Marcos: Eu gosto de um pouco de tudo. Sou bem eclético. Vou desde o forró da banda Limão com Mel, ao axé de Ivete e o Pop de Justin Timberlack. A Emily, por exemplo é fã do Justin. Assim como o Mat gosta do Rock do Kansas. Então, posso dizer que a música me inspira e eu sou aberto a qualquer gênero, desde que a letra me agrade.

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Por hoje é isso!
Bjs e até a próxima!




 
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